Perspectivas e planejamento de longo prazo para a HLT no Brasil

Durante o Seminário de Finalização do Projeto de Cooperação Internacional Energia Heliotérmica, realizado no dia 28 de setembro de 2017, em Brasília, foram abordadas as perspectivas para os próximos anos do setor heliotérmico no Brasil.

A potência hidrelétrica não deve crescer mais, por diversos fatores, como questões ambientais e saturação dos locais disponíveis para a instalação. Esse aumento deve ser compensado por outras fontes, especialmente a eólica e a solar. Em termos energéticos, o sol é uma fonte extremamente estável, que não sofre variação de ano para ano. A energia heliotérmica é ainda mais estável, devido às opções de armazenamento e despachabilidade.

Após a apresentação do projeto de cooperação, o representante da Agência Nacional de Energia Elétrica, Fábio Stacker Silva (foto), falou sobre a chamada estratégia de Pesquisa e Desenvolvimento 019/2015. Com essa chamada, a ANEEL busca por projetos emblemáticos no setor. “Esse tema exige ser colocado numa chama de projeto estratégico”, disse Stacker, ao falar sobre a importância da energia heliotérmica. Segundo ele, era necessário um investimento em pesquisa justamente para que a tecnologia se tornasse viável.

Em seguida, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), representada por Juarez C. Lopes, apresentou as perspectivas e o planejamento de longo prazo em energia heliotérmica. Na apresentação, um dos pontos centrais foi o crescimento populacional. A cada pessoa que nasce aumenta a demanda energética -- “o crescimento da população serve de base para estimar o crescimento da demanda”, afirmou Lopes. “O Brasil é o paraíso das renováveis, pois temo um pouco de tudo: água, vento, biomassa, sol”, completou.