Visita técnica ao Laboratório de Eficiência Energética da USP

Tratando do tema "Inovação para a competitividade", a segunda parte do Dia da Indústria Heliotérmica 2017, realizada no dia no dia 17 de agosto, foi marcada por uma visita técnica ao Laboratório de Eficiência Energética e Simulação de Processos (LEESP), no campus da USP em Pirassununga (SP). O laboratório conta com três helióstatos e uma torre solar.

O Projeto SMILE foi apresentado pelo Prof. Dr. Celso Oliveira, coordenador do GREEN (Grupo de Pesquisa sem Eficiência Energética e Simulação de Processos) da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (USP-FZEA). O Projeto SMILE é uma parceria formada entre diversas instituições, como FZEA, SOLINOVA, BNDES, ELEKTRO e o DLR (centro aeroespacial alemão).

Com a tecnologia das torres, além da geração de eletricidade é possível promover o melhor aproveitamento termodinâmico do sistema usando processos de trigeração -- energia, frio e calor. Esse tipo de sistema é ideal para indústrias com demanda combinada, de eletricidade e calor, favorecendo a eficiência energética.

De acordo com Celso Oliveira, o agronegócio é pungente no Brasil e pode se utilizar amplamente das tecnologias heliotérmicas. Apesar de consumir apenas 4% da energia produzida no país, o setor representa 40% do PIB. No entanto, a agricultura brasileira é uma área extremamente dependente do uso de energia e de novas tecnologias e caminha para áreas propícias à energia solar e à biomassa.

“Cogeração já é uma prática comum na agroindústria”, completou Rafael Gonsales, da SOLINOVA, em uma apresentação específica sobre a utilização de plantas heliotérmicas para a agroindústria. Em seguida, o Eng. Johannes Hertel, do DLR, falou sobre a Cooperação Internacional em CSP e sobre a nova tecnologia de receptor rotativo com partículas.

Ao final do evento, representantes de empresas como Guardian, Unifrax, Dürr e Schneider Electric apresentaram as soluções específicas que têm desenvolvido em relação à energia Heliotérmica.