Perspectivas para a Energia Heliotérmica no Brasil

Ao longo dos últimos anos, a energia heliotérmica vem ganhando espaço na discussão sobre energias renováveis e a diversificação da matriz energética no Brasil. Durante a quarta edição do Dia da Indústria Heliotérmica, realizado em São Paulo nos dias 16 e 17 de agosto de 2017, foram discutidas as perspectivas para a energia Heliotérmica no Brasil.

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), representada por Amílcar Guerreiro, comentou a expansão da oferta de energia no Brasil. Uma vez que a expansão hidrelétrica será menor nos próximos anos, espera-se uma maior expansão de renováveis. “Tem espaço para todo mundo, mas não tem espaço para os desejos de todo mundo”, afirmou Guerreiro. Com crescimento das energias não-despacháveis, serão necessárias formas complementares despacháveis. “A Energia Heliotérmica é ideal para cumprir esse papel. É uma opção que se apresenta para conferir capacidade de gestão da oferta e sua penetração dependerá principalmente de sua competitividade perante outras opções”, finalizou.

Ainda seguindo o tema das perspectivas para a Energia Heliotérmica no Brasil, Maurício Marques explicou as possibilidades de financiamento da Financiadora de Estudos e Projeto (FINEP) e as áreas de abrangência da empresa pública. Segundo Marques, a linhas de financiamento “Geração de Energia por meio de Fontes Alternativas” contempla soluções para cadeia heliotérmica, incluindo desenvolvimento de tecnologias para aproveitamento energético termossolar para fins de geração elétrica. “As inovações precisam, necessariamente, chegar ao mercado, aplicar os produtos desenvolvidos nas organizações: resolver problemas e aumentar a satisfação”, completou.

Além disso, o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) definiu diretrizes para a macro temática heliotérmica. De acordo com o representante da organização, Anderson Jucá, a heliotermia deverá ter uma participação discreta na matriz nacional até 2050. No entanto, objetivo do projeto de pesquisa, desenvolvimento e inovação do CGEE é desenvolver tecnologia nacional de sistema de geração solar térmica por meio de plantas operacionais com vistas a alcançar a competitividade dessa fonte no setor elétrico e fomentar a indústria nacional.