IV Dia da Indústria Heliotérmica aborda inovação e competitividade

A quarta edição do Dia da Indústria Heliotérmica reuniu em São Paulo cerca de 110 profissionais e pesquisadores da área para tratar do tema "Inovação para a competitividade". O primeiro dia de evento contou com apresentações do governo, setor privado e academia, que deram um panorama da energia solar térmica no Brasil e apontaram as perspectivas para o futuro da tecnologia no país.

A mesa de abertura do evento (foto) contou com as falas de Tina Ziegler (GIZ), Eduardo Soriano (MCTIC) e Rafael Campos (ABRASOL). Em seguida, Ziegler explicou a estrutura do Projeto Energia Heliotérmica, que encerra em outubro deste ano. No âmbito do projeto, foram formados programas de fomento e disseminação de informação sobre Energia Heliotérmica em três frentes: mobilização setorial, baseada na cooperação com o setor público e regulamentação, ciência e formação, com projetos de pesquisa entre universidades brasileiras e alemãs, e cadeia de valor, para facilitar a interação entre as indústrias brasileiras e alemãs.

Eduardo Soriano retomou a fala e abordou a questão da nacionalização da tecnologia. “A indústria nacional está preparada para fornecer diversos itens de uma usina heliotérmica, existem muitas oportunidades para a indústria brasileira”. Além disso, ele apresentou os impactos do projeto nos últimos anos, que incluem: permissão das usinas heliotérmicas em leilões de energia, inclusão da tecnologia entre as prioridades da Estratégia Nacional de Ciência Tecnologia & Inovação 2016-2020, instalação de vinte estações solarimétricas no país e oferecimento de cursos sobre energia heliotérmica em seis universidades do país (UnB, UFPE, USP, UFSC, ISITEC, CEFET-MG).

Para finalizar o primeiro bloco do evento, a pesquisadora do Centro Universitário UNA, Elizabeth Marques Duarte Pereira, falou sobre o Panorama Brasileiro da Energia Solar Térmica. Segundo ela, o Brasil é um dos principais países em termos de potência instalada, utilizada, principalmente para usos residenciais e aquecimento de água. No entanto, Elizabeth apontou a necessidade da utilização mais intensa nos processos industriais propriamente ditos e chamou atenção também para a necessidade de linhas de financiamento favoráveis à energia solar térmica, especialmente para as pequenas e médias empresas.

O evento foi organizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e pelo Ministério Alemão de Cooperação Econômica e Desenvolvimento (BMZ), por meio da Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit GmbH (GIZ), no âmbito da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável em parceria com a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e a Associação Brasileira de Energia Solar Térmica (ABRASOL).