Na Alemanha, plano de energia limpa poderá contar com HLT

Em 2011, a Alemanha estabeleceu uma ambiciosa política de energia limpa: até 2050 a porcentagem de energia livre de emissões na rede energética passaria de 30% para 90%.

Dado o baixo incide de radiação direta (DNI) da Alemanha, pode parecer improvável que a energia heliotérmica seja um componente chave no planejamento de baixa emissão de carbono. No entanto, diversos artigos publicados em 2016 mostram que a tecnologia heliotérmica com armazenamento térmico será um componente essencial para cumprir os objetivos propostos.

Para realizar a análise, uma nova ferramenta computacional foi desenvolvida pela Universidade de Aachen, em resposta a um pedido do projeto ESYS (Future Energy Systems) da German Academy of Sciences para determinar quais opções de flexibilidade seriam mais adequadas para garantir o fornecimento em um sistema com uma redução muito ambiciosa das emissões de gases de efeito estufa.

O resultado: mesmo importando energia dos desertos da Espanha e do Marrocos, regiões com alta radiação solar, a energia heliotérmica poderia se tornar uma opção economicamente competitiva.

De acordo com Philipp Stöcker, da Universidade de Aachen, a energia heliotérmica com armazenamento poderia fornecer mais de 30% da energia em uma rede de baixa emissão a um custo competitivo. No entanto, se utilizada em baixa escala, ela pode tornar-se cara em comparação com outras fontes.

Fonte: SolarPACES