Política de Inovação na China: HLT e os desafios energéticos

A política de inovação da China estabelece um objetivo ambicioso. O país será considerado inovador até 2020 e líder mundial em inovação até 2050. De acordo com o Global Innovation Index 2016, a China incorpora o ranking das 25 economias mais inovadoras do mundo, com o objetivo de estar entre os 15 países mais inovadores até 2020.

No entanto, para que a inovação floresça, o país tem de enfrentar um dos seus maiores desafios: poluição ambiental, poluição da água e do ar. Um desafio ainda maior é como equilibrar essas preocupações ambientais crescentes com a demanda por mais desenvolvimento econômico. Esse equilíbrio poderia ser alcançado pela transição de uma economia baseada no carvão para uma economia de baixo carbono. Para isso, é necessário que a China aumente a sua capacidade de inovação.

A estratégia chinesa de inovação irá priorizar "tecnologias energéticas seguras, limpas e eficientes" e apoiar as fontes de energia renováveis com um investimento de US$ 360 bilhões anunciado até 2020. Um dos maiores marcos de 2016 foi o incentivo dado à heliotermia. O governo introduziu um objetivo de 5 GW até 2020 e políticas de apoio. Cerca de 20 projetos já foram anunciados.

Para além dos desafios técnicos relacionados com o desenvolvimento da energia heliotérmica, existem os de natureza política e económica. A lista abaixo não é exaustiva, mas pode dar uma primeira visão dos desafios enfrentados pela tecnologia CSP na China.

• Embora a maioria do equipamento necessário para uma planta CSP possa ser produzida localmente, o setor heliotérmico chinês ainda depende de tecnologia estrangeira;

• Como com qualquer nova tecnologia, a heliotermia é considerada como um investimento de alto risco por parte dos investidores e dos bancos. A viabilidade econômica de qualquer projeto depende da disponibilidade de financiamento a preços acessíveis, que depende da percepção do risco por parte dos investidores privados;

• Ainda que o governo tenha feito grandes esforços para alcançar outros países em termos de capacidade de inovação, o setor privado ainda não possui uma capacidade de inovação independente. As empresas investem menos de 1% de sua renda total em P&D, apenas metade do que gastam seus concorrentes em economias desenvolvidas.

Por Alina Gilmanova, doutoranda na Universidade de Campinas e na Universidade Tsinghua (China) no Centro China-Brasil de Mudança Climática e Tecnologias Inovadoras para Energia.

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