Custos de instalação de torre heliotérmica caem com inovações

Está mais barato produzir energia heliotérmica. O custo estimado de eletricidade (LCOE) das usinas caiu de cerca de US$210/MWh em 2010 para US$120/MWh em 2015, de acordo com a iniciativa SunShot, do Departamento de Energia dos EUA. O LCOE é calculado contabilizando todos os custos esperados ao longo da vida de uma usina, incluindo construção, financiamento, combustível, manutenção, impostos, seguros, incentivos e inflação. O valor total é dividido pela potência (kWh) produzida.

Projetos inovadores de helióstatos, software inteligentes e métodos de instalação de pré-montagem estão reduzindo materiais e custos de mão-de-obra das usinas, ao mesmo passo que propostas competitivas estão pressionando as margens da oferta. A iniciativa SunShot estabeleceu o objetivo de fazer com que o LCOE chegue a US$60/MWh até 2020. A DEWA — Dubai Water and Electricity Authority — pretende alcançar já em seu primeiro projeto de torre heliotérmica, atualmente em fase de licitação, custos de US$80/MWh.

Enquanto a atual capacidade heliotérmica instalada é dominada por sistemas cilindro parabólicos, dados do CSP Today mostram que as torres solares representam quase metade da capacidade global em construção e 70% dos projetos em desenvolvimento. O crescimento recente na implantação das torres de energia é impulsionado pela capacidade de atingir temperaturas mais altas do que outras tecnologias heliotérmica, aumentando a eficiência da planta e proporcionando menores custos de armazenamento.

Os campos de helióstatos podem representar até 50% do investimento para as plantas de torre heliotérmica, mas novos projetos e métodos de montagem estão reduzindo custos. Uma pesquisa da NREL revelou que o custo de instalação de campos solares caiu de cerca de US$170 por metro quadrado em 2015 para US$150 em 2016. "Isso vem de um melhor design, da montagem antes de chegar à usina e do aumento dos aprendizados da indústria", disse Parthiv Kurup, analista de custo e sistemas do Laboratório Nacional de Energia Renovável (NREL), à New Energy Update.

O helióstato Stellio da SBP Sonne é um dos últimos exemplos de projetos aprimorados. Uma forma pentagonal reduz o sombreamento no campo solar e o sistema usa software inteligente para aumentar a eficiência operacional. A SBP Sonne estima que os helióstatos da Stellio poderiam atingir um custo de campo solar de apenas US$106 por metro quadrado e uma redução LCOE de cerca de 20% em comparação com os designs de helióstatos mais competitivos.

Sistemas de controle também são fundamentais para cortar custos e novas tecnologias estão proporcionando ganhos adicionais. Na estação Ashalim Plot B, em Israel, a BrightSource Energy começou recentemente a usar comunicações e controle de campo solar sem fio - uma primeira para a indústria CSP -, reduzindo o comprimento de cabos de campo solar em até 85%.

Além disso, nova modelagens de software estão gerando estimativas mais precisas sobre a colocação de helióstatos. Uma maior precisão de posicionamento permite aos desenvolvedores reduzir o tamanho do receptor central e, consequentemente, reduzir os custos de investimento, Jens Pelle, vice-presidente de vendas técnicas da Aalborg CSP, disse à New Energy Update.

Fonte: CSP-Today