Usina na África do Sul funciona ininterruptamente durante 14 dias

A usina Bokpoort, na África do Sul, atingiu recentemente a marca de 14 dias produzindo energia em período integral. O projeto de 50 MW utiliza a tecnologia de calha parabólica e foi construído em apenas dois anos. Bokpoort inclui, ainda, 450 MWh/dia de armazenamento térmico em forma de sal fundido. Assim, a usina é capaz de utilizar o calor recebido durante o dia para produzir energia à noite ou em períodos com pouco sol, tornando-se uma fonte despachável de energia solar.

Na África do Sul, os órgãos reguladores têm demonstrado compreender o valor da energia solar despachável. Em vez de ter de competir em preço com a energia fotovoltaica, que já é considerada uma fonte solar bem sucedida na região, a heliotermia é incentivada para gerar energia depois do anoitecer, para a energia solar "sob demanda". Como resultado, toda a energia heliotérmica concedida na África do Sul incluiu armazenamento térmico integrado. Além disso, nos três primeiros preços de licitação, as tarifas caíram pela metade: de um período inicial de 33 centavos (US) no primeiro projeto para 16,6 centavos.

Para testar quanto tempo a Bokpoort poderia funcionar diariamente com energia solar armazenada, a ACWA Power, empresa que opera a usina, utilizou 66% da sua capacidade total. Quando se opera a usina com capacidade plena, de 50 MW, o armazenamento é suficiente para gerar 9,3 horas de produção. Quando o calor não é diretamente destinado à produção elétrica, operando a 66%, usina foi capaz de armazenar energia por um período um pouco mais longo, suficiente para gerar energia durante toda a noite.

A dependência da África do Sul por carvão e os riscos de apagões estão abrindo um caminho real para a heliotermia no país, especialmente quando se buscam soluções para gerar energia à noite. Além disso, a política de contratos renováveis no país enfatiza o crescimento da indústria doméstica. Grande parte de uma planta heliotérmica envolve peças disponíveis no mercado do país, como afirmou o representante da Eskom, estatal sul-africana de energia, Vikesh Rajpaul. "A África do Sul tem infraestrutura já com grandes componentes importantes, como turbinas e geradores", disse. “Cerca de 40% da planta poderia ser local, e à medida que mais usinas heliotérmicas sejam inauguradas, prevemos que o percentual de contribuição local aumentará."

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Imagem: Ramón Vidal