Estudo aponta possibilidades de integração entre HLT e eólica

Visto que o consumo geral de energia no Brasil está em franco crescimento, muito se fala sobre o grande potencial do Nordeste brasileiro para tecnologias heliotérmicas. Nesse sentido, o trabalho produzido pela pesquisadora Carmen Krumm, publicado pelo Projeto Energia Heliotérmica, aponta uma possibilidade bastante eficiente para a heliotermia no Brasil. O trabalho “Dimensionamento de uma Usina HLT com a Combinação da Tecnologia Eólica” analisa a geração de energia a partir da combinação de fontes heliotérmica e eólica.

Além das usinas hidroelétricas de grande porte com reservatórios, que apresentam um potencial de ampliação limitado, a energia eólica adquire cada vez mais importância. No entanto, a produção de energia eólica apresenta oscilações. O estudo mencionado utiliza como base um parque eólico existente no nordeste brasileiro, com potência bruta de 30MWel. A partir daí, são feitas simulações para garantir uma carga básica de energia por meio da tecnologia heliotérmica.

Dentre as tecnologias heliotérmicas disponíveis, por ser comercialmente testada, foi selecionada a usina cilindro parabólica para o desenvolvimento de um modelo. Foram, então, realizadas simulações com diferentes condições climáticas e configurações de usinas. Para isso, foi utilizado um banco de dados processado por um software específico, que possibilitou a sobreposição de dados solares com eólicos.

Os resultados do trabalho mostraram que uma usina heliotérmica de cilindro parabólico com armazenamento na proximidade de um parque eólico já existente pode garantir uma quantidade de energia contínua. Assim, uma quantidade de energia estaria disponível constantemente durante todo o ano, independente das épocas do ano.

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