Escola Internacional de Energia Solar aborda Energia Heliotérmica

Entre os dias 1 e 4 de março de 2016 a Escola Internacional de Energia Solar (ISSE) levou à Universidade de Brasília (UnB) cerca de 250 estudantes e profissionais interessados no tema. O encontro foi realizado pela Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, em parceria com a UnB.

O primeiro dia de evento teve caráter de contextualização e contou com palestrantes voltados para o tema da geração de energia solar em território brasileiro. Já os outros dias de evento tiveram palestras no período da manhã e oficinas de temas variados na parte da tarde.

Nos dias 2 e 3 de março, o foco foi a geração heliotérmica. A primeira palestra do tema foi dada pelo Professor Dr. Jürgen Rheinländer, sobre “O Estado da Arte em CSP”.  Em linhas gerais, o especialista apresentou as tecnologias hoje utilizadas na produção de energia solar térmica.

Rheinländer explicou que, nos últimos dez anos, a tendência comercial foi claramente apontando para coletores parabólicos. “Mas muitos cientistas e desenvolvedores estão acreditando no potencial das torres solares as quais alcançam temperaturas mais elevadas, o que irá melhorar a eficiência de conversão de energia e custo-benefício.”

Quando perguntado sobre a tecnologia mais indicada para o contexto brasileiro, Dr. Rheinländer comentou que nesta fase inicial, nenhuma das tecnologias heliotérmicas devem ser descartada. E completou: “Eu aprendi que o calor de processo a partir de biomassa é um grande problema no Brasil. Portanto, sugiro estudar a hibridização de plantas heliotérmicas com  o calor gerado a partir de  biomassa.”