III Workshop de Energias Alternativas aborda heliotermia

O III Workshop de Energias Alternativas (WEA 2015) aconteceu nos dias 26 a 28 de outubro de 2015, em Aracaju, Sergipe, e promoveu três minicursos e oito sessões de Mesas Redondas sobre diferentes tipos de Energias Renováveis, incluindo a heliotérmica. O evento é uma realização da parceria entre a Universidade Federal de Sergipe – UFS, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – MCTI, o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer – CTI-NE Fortaleza, e a Universidade Federal da Paraíba – UFPB.

No primeiro dia de evento foi realizado um minicurso, em que foi abordado o potencial da heliotérmica no Brasil na dimensão tecnológica, industrial, energética e desenvolvimento social. O minicurso abordou básicos de fornecimento de energia, a explicação da energia solar e a explicação detalhado das tecnologias heliotérmicas: calha parabólica, torre, Fresnel, disco parabólico e armazenamento. 

Já no segundo dia, a mesa temática de Energia Heliotérmica foi moderada por Eliane Silva, do MCTI, e contou com a participação de Florian Remann (GIZ/Alemanha), Alcides Codeceira Neto (CHESF), Rafael Soria (COOPE/UFRJ) e Leonardo dos Santos R. Vieira (CEPEL). A capacidade de armazenamento térmico das usinas heliotérmicas foi destaque entre as palestras.

A transição da matriz energética brasileira, hoje dependente de usinas hidroelétricas, para um modelo mais diversificado tem de ser orientada para uma combinação de tecnologias. Tecnologias como eólica e fotovoltaica produzem eletricidade em função dos recursos naturais, ou seja, a geração varia de acordo com a disponibilidade de vento ou luminosidade. A energia heliotérmica, por sua vez, se destaca pela possibilidade de armazenar energia térmica para gerar energia elétrica em qualquer momento que tenha demanda.

Atualmente muitas diferentes tecnologias estão entrando ou buscando entrar na matriz energética brasileira, o que pode gerar competição entre elas. No entanto, para Florian Remman, “cada tecnologia tem sua caraterística única”. Assim, não apenas uma ou duas tecnologias podem servir à demanda energética, “ao contrário, o cenário futuro de um sistema de geração de energia vai incorporar várias tecnologias distintas” completou Remman.

 

A mesa redonda foi gravada e pode ser vista clicando aqui.