Desafios para a integração entre pesquisa e prática comercial

A última mesa temática do Dia da Indústria Heliotérmica 2015: energia solar de dia e à noite foi mediada por Claudia Martens, da GIZ no Brasil. Durante a conversa, quatro representantes de diferentes setores da heliotermia debateram os desafios para a integração entre educação, pesquisa e prática comercial. Estavam presentes o Diretor da Faculdade de Tecnologia da UNB, Antônio Cezar P. Brasil Jr, o Conselheiro bancário e de indústrias automotivas, Annuar Ali, o Professor do Programa de Programação Energética da Universidade Federal do RJ, Alexandre Salem Szklo, e o Diretor da Industrial Solar GmbH, Christian Zahler.

Antônio Cezar Brasil Jr., Diretor da Faculdade de Tecnologia da UNB, que executa um dos projetos do CNPQ em heliotermia, abriu os debates falando das oportunidades que a crise econômica pode gerar para o país. “Sair da crise sem uma indústria forte é muito difícil, é uma oportunidade de fortalecimento”, disse o diretor. Brasil Jr. ainda ressaltou ainda a importância de integrar academia e indústria para gerar inovação. “A universidade está pronta para trabalhar lado a lado com a indústria, para fazer trabalhos mais aplicados”. Por fim, ele comentou que a heliotermia pode ser vista como uma inovação incremental, uma vez que o Brasil produz usinas térmicas há quase um século e já tem tecnologias bem consolidadas.

Em seguida, Annuar Ali, Conselheiro bancário e de indústrias automotivas, falou de como a comunicação e o relacionamento entre os setores pode ser benéfico. Segundo ele, a distância daquele que produz o conhecimento para aquele que o aplica é enorme, “precisamos diminuir essa distância por meio da comunicação”. “O mais efetivo é o presencial: o empresário precisa estar na universidade conversando com os universitários, isso resolve muitos problemas da indústria”, completou.

Também para Alexandre Salem Szklo, Professor do Programa de Programação Energética da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o grande desafio é o da difusão da informação. Segundo ele, o Brasil tem vantagens competitivas para além do recurso solar, como uma forte indústria de geração elétrica, em particular para a biomassa. “Devemos pensar no que nós temos, pensar em campos de aplicações inovadores para as características brasileiras”, afirmou Szklo.

Por fim, Christian Zahler, Diretor da Industrial Solar GmbH, se mostrou muito confiante na participação da academia brasileira na indústria para consolidar a heliotermia. Ele falou da importância de colocar os estudantes dentro da indústria e citou um exemplo pessoal, sobre suas experiências na Alemanha: “fui estudante, participei de institutos de pesquisa e, depois, da indústria”.