Com heliotermia, aquecimento solar no Brasil tende a crescer

O Presidente do Departamento Nacional de Aquecimento Solar da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (DASOL-ABRAVA), Luís Augusto Ferrari Mazzon (foto), esteve presente no Dia da Indústria Heliotérmica 2015 e, durante sua palestra, falou como a heliotermia pode contribuir para o setor de aquecimento de água no Brasil. Mazzon afirmou que é preciso colocar as tecnologias heliotérmicas no mesmo patamar das fotovoltaicas, uma vez que a primeira pode ser desenvolvida no País, enquanto a segunda depende de importações.

Segundo o relatório “Solar Heat Worldwide 2015”, da Agência Internacional de Energia (IEA), o Brasil figura na quinta posição mundial entre os países que mais utilizam aquecimento de água, representando 2% do total mundial. Quanto à ampliação de capacidade instalada, nos últimos anos o Brasil foi o terceiro do mundo. Assim, o segmento se mostra promissor e tem ainda muito espaço para crescimento. O relatório inclui dados sobre o mercado de energia solar térmica de 60 países, abrangendo um número estimado de 95% do mercado mundial.

O presidente do DASOL ressaltou as oportunidades que a heliotermia tem para crescer dentro do setor de aquecimento de água no Brasil. Dentre elas, ele frisou a crise no fornecimento de energia, os altos custos de energia elétrica, a necessidade de redução de emissões de carbono, a priorização das tecnologias e matérias primas nacionais e a utilização de mão de obra local.

O Brasil tem hoje tecnologias bem desenvolvidas do ponto de vista do equipamento em si, mas ainda é preciso ampliar a aplicação e a capacidade dessas tecnologias no mercado. “Acreditamos que há sinergia entre os diversos segmentos e estamos totalmente abertos para fazer a heliotermia acontecer no Brasil; já temos empresas interessadas em seguir esse caminho”, afirmou Mazzon. “As experiência que tivemos nos anos passados pode servir para consolidar essa tecnologia”, finalizou.