“Energia Heliotérmica contribuirá para segurança energética do país”

O Coordenador-geral de Tecnologias Setoriais do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Eduardo Soriano Lousada (foto), esteve presente no Dia da Indústria Heliotérmica 2015 e, em sua palestra, no dia 30 de setembro, forneceu um panorama das políticas públicas para Energia Heliotérmica no Brasil. Soriano ressaltou que a heliotermia contribuirá para aumentar a segurança energética do país, diversificando a matriz energética, que atualmente depende da situação hídrica.

Segundo o Coordenador-geral do MCTI, ainda não há políticas ou regulações específicas para a energia heliotérmica, mas o quadro regulamentar das energias renováveis como um todo pode ser um ponto de partida para essa tecnologia. Muitas politicas de outras áreas podem ser aplicadas à empreendimentos heliotérmicos, como a redução de impostos quando aplicados a pesquisa e desenvolvimento em ciência e tecnologia, os sistemas de financiamento, o Programa de Grandes Infraestruturas e os leilões de energia.

Durante a mesa temática, Soriano deu as linhas gerais em relação ao interesse do Brasil em heliotermia: o país não quer apenas transferir uma tecnologia heliotérmica pronta, mas sim produzi-la localmente, adequando a tecnologia aos contextos brasileiros. Ele afirmou ainda que, apesar de o Brasil querer desenvolver tecnologias nacionais, não deixará de fazer parcerias com quem já teve experiências bem sucedidas para desenvolver em conjunto.

“O Brasil tem muito potencial porque tem muito sol, mas isso só não basta”, afirmou Soriano, ao reforçar a necessidade de desenvolver redes solarimétricas, pesquisas e buscar o apoio da indústria. No sentido de criar condições para que o Brasil consiga implantar a heliotermia, “o Brasil optou por trabalhar em diversos setores para a inserção de um novo componente na matriz energética -- eletricidade, indústria, refrigeração, calor de processo, entre outros”, completou.