Especialistas e indústria brasileira buscam trocar experiências

Nos dia 29 e 30 de setembro de 2015 aconteceu a primeira parte do Dia da Indústria Heliotérmica 2015: energia solar de dia e a noite. A última mesa temática do dia 29, que abordou a questão da inovação em heliotermia, contou com a presença de dois especialistas ligados à empresa de fornecimento de equipamentos para energia solar, Grenzebach, e à consultoria alemã IATech GmbH.

O CEO da Grenzebach no Brasil, Claudio Braz Seabra de Oliveira Marques (foto), contou que a empresa começou a trabalhar com heliotermia em 2009, quando recebeu uma solicitação para desenvolver secadores de placas de drywall à base de energia solar.  

A Grenzebach desenvolveu um protótipo de torre solar com um campo de helióstatos rotatório, que segue a posição do sol ao longo do dia. A instalação gerou um ganho de 20% no valor da energia captada do sol, uma vez que manteve a precisão de levar os raios ao foco na torre por mais horas no dia. Segundo Marques, o próximo projeto a ser desenvolvido é de armazenamento de calor, para garantir que o calor de processo esteja disponível 24 horas por dia. “Temos que ter uma instalação que aproveite o máximo da energia solar”, afirmou.

Ao falar sobre as condições brasileiras para a heliotermia possíveis parcerias, o CEO da Grezenbach no Brasil comparou as condições solares do Brasil e da Alemanha. “Nosso projeto heliotérmico foi testado na Alemanha, longe do cinturão solar. Achamos que o Brasil é o país para continuar desenvolvendo nossos protótipos. Estamos abertos para colocar nossa experiência à disposição dos brasileiros.”

Por sua vez, o consultor da IATech GmbH, Johannes Schrüfer, apresentou uma variação de torre solar que funciona utilizando ar como fluido de trabalho. “Podemos produzir ar aquecido, de 800 a 1200oC, que pode ser armazenado e usado em caldeiras como em usinas térmicas convencionais”, disse.

Ao falar sobre a viabilidade técnica e econômica das usinas e aplicações não elétricas com geração heliotérmica, o consultor da IATech afirmou que quanto maior a instalação, melhor será a produtividade e otimização dos custos. Schrüfer ainda mostrou que é possível utilizar parte da cadeia produtiva nacional na indústria heliotérmica. A tecnologia do “Power Block”, a parte de turbina a vapor das usinas, já é usada em termoelétricas convencionais, produzidas localmente. “Estamos procurando parceiros que queiram executar projetos no Brasil -- nós já temos o know-how. Por meio de uma fabricação local podemos diminuir os custos e agregar valor em âmbito nacional”, completou Schrüfer.