Dia da Indústria HLT aponta oportunidades para o Brasil

O Dia da Indústria Heliotérmica 2015: energia solar de dia e à noite começou nesta terça-feira, dia 29 de setembro. O evento sediado em São Paulo visa a fornecer um panorama sobre as oportunidades para a indústria brasileira e discutir os desafios para o futuro da energia heliotérmica no Brasil, além de proporcionar que os participantes estabeleçam parcerias.

Participaram da cerimônia de abertura representantes de quatro instituições: a Primeira Conselheira da Cooperação para o Desenvolvimento Sustentável, Kordula Mehlhart, o Coordenador-geral de Tecnologias Setoriais do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Eduardo Soriano Lousada, o Assessor da Agencia Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), Carlos Eduardo Cabral Carvalho, e o Gerente da Divisão de Eficiência Energética e Desenvolvimento Tecnológico da Companhia Hidrelétrica da São Francisco (Chesf), José Bione Filho.

Os convidados comentaram as decisões anunciadas na Assembleia Geral da ONU sobre energias renováveis e a necessidade de diversificar a matriz energética brasileira, hoje dependente de hidroelétricas. Além disso, foram expostos os objetivos do Brasil em relação à heliotermia, que busca a participação da indústria nacional para consolidar essa tecnologia de forma competitiva.

Após a abertura, Carlos Eduardo Cabral Carvalho e José Bine Filho voltaram ao palco para discutir as oportunidades tecnológicas da heliotermia para o Brasil, tema da primeira mesa temática do evento.

O Assessor da ANEEL, Carlos Eduardo Cabral Carvalho, comentou a chamada publica da ANEEL para Projeto de Pesquisa e Desenvolvimento Estratégico de Projeto sobre o desenvolvimento de tecnologia nacional de geração heliotérmica. Ele explicou que a agência regula o investimento de um fundo de Pesquisa e Desenvolvimento mantido pelas empresas do setor. As aplicações são voltadas para projetos de interesse nacional e de grande relevância para o setor elétrico. “Temos interesse em desenvolver uma tecnologia heliotérmica nacional“, afirmou Carvalho.

Já o representante da Chesf, José Bione Filho, falou sobre a Companhia e a metodologia de trabalho criada para energia solar, que envolve fatores como conexão, recurso solar, meio ambiente, entre outros. Ao final, Bione apresentou a plataforma solarimétrica de Petrolina-PE e disse que ainda existem questionamentos, como qual a tecnologia mais adequada para o Brasil ou sobre que tipo de componente pode ser produzido no país. No entanto, Bione diz ter uma certeza: o potencial de fornecimento da energia heliotérmica, “especialmente quando a concentração solar é combinada ao armazenamento térmico. É aí que está a viabilidade da heliotermia.”

A primeira parte do Dia da Indústria Heliotérmica 2015 seguiu com duas outras mesas, sobre Pesquisa e Desenvolvimento e Inovação em Heliotermia. No final do dia, os participantes se organizaram em sessões de matchmaking, momento em que puderam trocar contatos e estabelecer parcerias para projetos futuros.