Com 810MW, China planeja o maior projeto heliotérmico do mundo

A província chinesa de Qinghai, localizada em uma das regiões do mundo com melhores condições climáticas para a instalação de usinas heliotérmicas, receberá seis torres solares de 135 MW, totalizando 810 MW. O projeto Delingha será desenvolvido pela BrightSource Energy, que implementou o projeto Ivanpah, na Califórnia, atualmente a maior usina heliotérmica em funcionamento, com capacidade de 377 MW. Quando finalizada, Delingha desbancará o Complexo Noor, no Marrocos, maior projeto heliotérmico em construção até agora.

Na primeira fase do Qinghai Delingha Solar Thermal Power Generation Project, duas torres solares, com capacidade total de 270 MW, serão construídas em uma área de aproximadamente de 13 km². Essas duas torres utilizarão sal fundido para armazenar energia térmica para até 3,5 horas de produção elétrica durante a noite ou em dias nublados. A construção da primeira fase está prevista para começar em 2015 e terminar em 2017.

A primeira fase do projeto tem como sócio majoritário a Huanghe Hydropower Development (Huanghe), uma subsidiária da China Power Investment Corporation (CPI). Um estudo de viabilidade para essa primeira fase foi concluído e vai ser revisado pelo Painel de Especialistas nomeada pela Huanghe e pela Comissão de Desenvolvimento e Reforma da Província de Qinghai (RDC).

"Em parceria com a Shanghai Electric vamos implementar nossa melhor classe de  tecnologia heliotérmica para ajudar a China a cumprir as suas crescentes necessidades energéticas e metas de redução de emissões de gases", disse o diretor executivo da BrightSource Energy, David Ramm.

A China é atualmente o maior emissor de gases de efeito estufa, mas com o desenvolvimento da maior usina solar do mundo, o país espera reforçar o seu compromisso com as energias renováveis. Nos últimos dez anos, a China aumentou a sua produção de energia solar para 28,05 gigawatts, um valor 400 vezes maior do que o que o país produzia em 2005. O país pretende produzir 100 gigawatts de energia solar até o final de 2020.

 

Imagem: BrightSource Energy